| Nas minhas mãos |
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Luto-me por ventos energúmenos Espigo num sobral de encostas velhas Na minha mão me resumo Mil linhas como mil pensamentos Como mil sentidos E milhões de circunstâncias Como mil amores e o dobro de desilusões Multiplico-me num cartel de veludo E na encosta lá vou carcomendo Na bênção das estrelas E nas cordas do poente Vogo a manhã e a tarde Debuxo a aurora do amanhã Na tela do olhar me volto e cruzo Nas minhas mãos Frias e grisalhas Suportam meu queixo e torres pensantes Aí fico, pacífico Mastigando mais um dia, rindo E pensando em chorar.
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Lazer

